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Ponto de partida
Uma demanda identificada com os estudantes e um tema presente em seu cotidiano: a alimentação.
Prática de Referência · FACTS
Uma eletiva desenvolvida em uma escola pública, do 6º ao 9º ano, no 2º semestre de 2025.
Construída em parceria entre professoras de Ciências, Biologia e Língua Portuguesa, pesquisadores da universidade e licenciandos de Estágio e PIBID.
Antes da ação
A eletiva foi construída de forma colaborativa entre escola e universidade. O planejamento partiu de um problema emergente, valorizou as experiências dos estudantes e organizou situações de investigação, diálogo e reflexão.
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Uma demanda identificada com os estudantes e um tema presente em seu cotidiano: a alimentação.
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Professoras de Ciências, Biologia e Língua Portuguesa trabalharam com pesquisadores, licenciandos de Estágio e PIBID.
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As atividades foram ajustadas ao longo da eletiva conforme as respostas dos estudantes e as condições reais de trabalho.
Situação
A prática nasceu de uma demanda dos próprios estudantes, identificada em um grupo focal. A alimentação é um problema emergente atravessado por dimensões sociais, culturais, econômicas e ambientais: ultraprocessados, padrões de corpo na mídia, desigualdade no acesso e impacto ecológico.
Tensão
O desafio foi romper com a abordagem tradicional e prescritiva de sempre: classificar nutrientes, decorar a pirâmide alimentar, repetir “evite gorduras e açúcares”. Esses conteúdos importam, mas, descontextualizados, reforçam uma visão normativa de certo e errado que ignora cultura, afeto, condições de vida e impacto ecológico.
De
Transmitir o que é “certo” comer
Para
Problematizar a alimentação como prática complexa
Uma prática lida em três escalas
A alimentação permite articular, e não fragmentar, os níveis da complexidade. É esse movimento que a jornada a seguir percorre.
Micro
O corpo por dentro: papilas, saliva, nutrientes, sistema digestório.
Meso
O eu e a família: memórias, gostos, hábitos, histórias à mesa.
Macro
A sociedade: cultura, renda, mídia, acesso, sistemas alimentares.
A ação
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Objetivo
Conhecer os saberes, experiências e percepções dos estudantes sobre alimentação.
A aula abre com a leitura do texto “Comida de mãe” e uma atividade diagnóstica (Atividade 1). Em seguida, os estudantes escrevem a narrativa “Minha história começa na panela da memória”. Comida e afeto, vínculos familiares e conflitos: conteúdos que passam despercebidos nas aulas tradicionais.
Na prática, a teoria se concretiza
Conhecer sobre alimentação saudável não se traduz automaticamente em escolhas saudáveis: gosto, hábito e contexto social continuam pesando.
O que ficou
Partir da experiência e do afeto fez o conhecimento científico fazer sentido: do “eu” (meso) à sociedade (macro) e ao corpo (micro).
Temas do cotidiano articulados aos referenciais do pensamento crítico, à complexidade e em diálogo com a CTS são potentes organizadores do ensino de Ciências.
O pensamento crítico exige intencionalidade: boas perguntas, situações investigativas e valorização da argumentação.
Porém, também houve desafios
“O que acontece quando estruturamos nossas aulas não apenas em torno de conteúdos tradicionais, mas de perguntas que desafiam os estudantes a pensar, investigar e se posicionar sobre a realidade em que vivem?”
Fonte
Caderno de Formação FACTS: “Construindo práticas de referências: entre saberes da educação científica crítica”
Organização
Instituição
Universidade Federal de São Carlos · São Carlos, 2026
Apoio
FAPESP (2024/09052-8) e CNPq
Portal
facts.ecc.ufscar.brPrática de Referência · Portal FACTS